Depois de oito meses, contas do governo voltam ao azul, em Janeiro
28/02/2016 11:45 em Economia

Depois de oito meses no vermelho, as contas do governo fecharam o mês de Janeiro com superávit primário, ou seja, positivas. A informação foi divulgada pelo Tesouro Nacional. Durante o período, foram economizados 14 bilhões e 835 milhões de Reais, o quarto melhor esforço fiscal registrado para o mês de Janeiro. O bom resultado das contas públicas, de acordo com o Tesouro, tem relação com o pagamento de 65 por cento do valor de outorga da concessão de hidrelétricas leiloadas no ano passado, o equivalente a 11 bilhões de Reais. No entanto, existem outros motivos que explicam o superávit em Janeiro.

“O resultado de janeiro de certa forma já era esperado, uma vez que normalmente no mês de janeiro o governo apresenta superávit. O mesmo ocorre para estados e municípios. Quando a gente olha o resultado apresentado pelo Banco Central que foi de vinte sete ponto nove bilhões de superávit, a gente está considerando os três níveis de governo, e tanto estados como municípios no início do ano, eles tendem a ter um gasto menor e uma arrecadação até um pouco maior e por conseqüência o superávit.” Afirma o economista, ex-presidente do Conselho Federal de Economia, Cofecon, José Luiz Pagnussat.

Comparando a receita líquida do governo em Janeiro deste ano, com as do mesmo mês em 2015, os valores tiveram uma alta 6,3 por cento acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. Fazendo a mesma comparação, as despesas aumentaram 3,8 por cento.

De acordo com José Luiz Pagnussat, a expectativa é de que os gastos públicos se mantenham equilibrados nos próximos dois meses: “A tendência é que fevereiro e março haja certo equilíbrio no gasto que a ação do governo ainda não estará em plena atividade, em plena realização de gastos. Mas a partir de maio e junho os pagamentos se aceleram e em conseqüência o déficit ocorre.”

 

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. No médio prazo, o esforço fiscal ajuda a controlar a dívida pública e a manter a capacidade de o governo federal honrar seus compromissos.

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